A virtualidade me cansou. A rede foi, de fato, o lugar onde minha opinião mais foi valorizada. Mal precisei buscar leitores, esse blog foi como gritar em direção ao nada, e ouvir respostas, e sou grato pelos comentários e visitas.A razão pela qual o blog surgiu? Num dia de ressaca, eu decidi que minhas ideias eram muito boas para não serem apresentadas (pouca presunção, a minha). Um amigo, o Carlos, sugeriu o blog, e eu já tinha o endereço Ressaca Filosófica registrado no blogspot, então convidei-o para postar.
Vieram Saulo e Diogo. Fizemos disso aqui um depósito de randomicidades. O Sput apareceu, fez o código html do layout que eu havia desenhado, e ficou pra postar uma ou outra coisinha. Não foi um blog sobre filosofia, nem sobre bebidas. Foi um blog sobre a gente. Com o tempo, não era mais lazer, e sim uma obrigação, postar. à partir daí, comecei a me cansar.
Chutei o Carlinhos do blog sem avisá-lo, e peço desculpas, embora saiba que ele não deve ter ficado tão chateado assim, já que ele mal postava. O Pulenta deixou o blog por ideologias conflitantes, talvez; pela mesma razão eu abandonei um ambiente na fração real de minha vida. Há alguns dias comentei com o Saulo, que não há mais o que fazer com essa bodega. Há outras prioridades, ou, ao menos, as prioridades que sempre existiram, hoje tomam o tempo vago que usávamos para postar.
Foi um exercício de redação, de pensamento crítico e pesquisa; não obstante, é só um site. E por isso eu preciso avançar. Assim como os calçados param de nos servir, essa de publicar ideias virtualmente deixou, há algum tempo, de ser uma motivação. Começo a me lembrar dos passatempos que abandonei desde que comecei a blogar, como a leitura e o desenho.
Virtual, como foi, serviu para me mostrar o quanto sou pequeno, e quanto potencial tenho para crescer, mas dessa vez o farei na realidade. Vou apurar minha sensibilidade musical, e talvez nem todos os leitores saibam que eu toco contrabaixo, violão, guitarra e tento tocar gaita. Vou voltar a desenhar, e talvez nem todos os leitores saibam que eu já desenhei retratos para presentear amigos nos aniversários. Vou fotografar mais, e desenvolver minha paciência e contemplação pelo que está sob meus olhos. E vou continuar escrevendo, sejam redações de vestibular, sejam trabalhos acadêmicos - é algo que pretendo vivenciar logo, e desejo obter êxito, como obtive no blog.
É isso: preciso de mais realidade do que essa tela e esse teclado, e para tanto, decreto o fim do blog da Ressaca Filosófica. Abandono o navio não como um amotinado, mas como um homem que escolhe a terra-firme ao invés do mar. Talvez um dia eu volte a escrever aqui, não será logo, pois.
Meus sinceros agradecimentos à todos os leitores dessa droga, habituais e recreacionais.
Flwabrass
Uhull, nunca vi blog tão encerrado!







